Solventes Residuais

Solventes Residuais

O controle de solventes residuais em produtos farmacêuticos é essencial para garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos disponíveis no mercado.

De acordo com o Capítulo Geral da USP 467, os solventes são divididos em três classes com base em sua toxicidade, desde os mais perigosos (Classe 1) até os de baixo potencial tóxico (Classe 3). Este documento estabelece limites de exposição diária permitida (PDE) e concentrações máximas, além de detalhar procedimentos analíticos, como a cromatografia gasosa com headspace, para identificação e quantificação de solventes residuais.

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O que são solventes residuais?

Os solventes residuais são compostos químicos orgânicos voláteis utilizados ou gerados durante a fabricação de medicamentos ou excipientes. Embora sejam úteis na síntese, eles não possuem benefícios terapêuticos e devem ser removidos ao máximo para atender às Boas Práticas de Fabricação (BPF) e às especificações regulatórias.

Classificação dos Solventes Residuais pela USP

1. Classe 1: Solventes a serem evitados
Incluem compostos com alta toxicidade, como benzeno (carcinogênico) e tetracloreto de carbono (tóxico e prejudicial ao meio ambiente). Seu uso só é permitido em casos estritamente justificados, com níveis controlados conforme a Tabela 1 da USP.

2. Classe 2: Solventes a serem limitados

Apresentam toxicidade moderada, como acetonitrila, clorofórmio e metanol. Seus limites de concentração e exposição diária permitida (PDE) são rigorosamente definidos.

3. Classe 3: Solventes com baixo potencial tóxico
Considerados menos perigosos, como acetona, etanol e acetato de etila. Geralmente, são limitados a 50 mg por dia, sem riscos significativos à saúde humana nos níveis aceitos.

Exposição Diária Permitida (PDE) define os níveis aceitáveis de solventes residuais em medicamentos. Para solventes de Classe 2, a USP oferece duas opções de cálculo:

– Opção 1: Limites de concentração em ppm, assumindo uma dose diária de 10g do produto.
– Opção 2: Permite exceder os limites da Opção 1, desde que a soma total dos solventes no produto final esteja abaixo do PDE.

Os testes para solventes residuais são realizados com base nos processos de produção, utilizando técnicas como a cromatografia gasosa com detector de ionização de chama e injeção por headspace. Procedimentos específicos são aplicados para compostos solúveis e insolúveis em água, garantindo precisão na identificação e quantificação.

Por que controlar solventes residuais?

A identificação e quantificação de solventes residuais são etapas cruciais para:
– Garantir a segurança do consumidor;
– Assegurar a qualidade do produto;
– Cumprir as exigências regulatórias da USP.

Na Valer Laboratórios, contamos com especialistas em validação de procedimentos e equipamentos modernos para realizar análises precisas de solventes residuais. Nosso compromisso é proteger seus clientes, garantir a qualidade dos seus produtos e assegurar a conformidade com os padrões regulatórios. Consulte nossa equipe comercial!

Anvisa e a Coifa

A ANVISA e a COIFA (Coordenação de Registro de Insumos Farmacêuticos Ativos) trabalham em harmonia com normas internacionais e especificamente para os Solventes Residuais, preconiza-se a utilização do Guia ICH Q3C (R7), da Conference on Harmonization of Technical Requirements for the Registration of Pharmaceuticals for Human Use (ICH).

Guia da EMA

Além do guia do ICH, temos como normas complementares o Guia da EMA (European Medicines Agency) CPMP/QW450/03 e a Nota Técnica Conjunta 01/2016 da ANVISA.

É de extrema importância a análise de solventes residuais, pois além de não apresentarem valor terapêutico, representam riscos de toxicidade para o usuário do fármaco e carregam possíveis efeitos adversos podendo até ocasionar doenças como o câncer, por exemplo.

Para a realização, utiliza-se a técnica de cromatografia gasosa de alta resolução/espectrometria de massas.

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